Políticas de Compliance
Defina as regras que determinam quais softwares são permitidos, proibidos ou obrigatórios nos dispositivos.
Tipos de Política
| Tipo | Comportamento |
|---|---|
| Lista Negra (blacklist) | Softwares que correspondem aos padrões geram violação do tipo “Não autorizado” |
| Lista Branca (whitelist) | Softwares que não correspondem a nenhum padrão geram violação do tipo “Não autorizado” |
| Obrigatório (required) | Dispositivos sem os softwares correspondentes geram violação do tipo “Obrigatório ausente” |
Na Lista Negra você enumera o que é proibido; na Lista Branca você enumera o que é permitido, e todo o resto do inventário passa a ser violação. Uma Lista Branca com poucos padrões aplicada a toda a organização gera uma violação por software não listado, em cada dispositivo — a ordem de grandeza é a quantidade de softwares distintos do inventário multiplicada pelo número de dispositivos. Use a Lista Branca apenas quando o inventário permitido já estiver mapeado.
A Tabela de Políticas
| Coluna | Descrição |
|---|---|
| Nome | Nome descritivo da política |
| Tipo | Lista Negra, Lista Branca ou Obrigatório |
| Área | Departamento ou grupo afetado; “Global” quando a política vale para toda a organização |
| Severidade | Crítico, Alto, Médio ou Baixo |
| Padrões | Quantidade de padrões de software definidos na política |
| Status | Ativa ou Inativa |
| Auto-ticket | Sim — cria chamado automaticamente ao detectar violação; Não — sem chamado automático |
| Ações | Editar ou Excluir a política |
Formulário de Política
Ao criar ou editar uma política, os campos disponíveis são:
| Campo | Descrição |
|---|---|
| Nome | Identificação da política |
| Tipo | Lista Negra, Lista Branca ou Obrigatório |
| Área / Departamento | Restringe a política a uma área específica, ou “Global” para todos os dispositivos |
| Descrição | Texto livre explicando o objetivo da política |
| Severidade | Crítico, Alto, Médio ou Baixo — determina a prioridade das violações geradas |
| Ativa | Checkbox — política habilitada ou desabilitada |
| Criar ticket automaticamente | Checkbox — gera chamado a cada nova violação detectada |
| Padrões de Software | Lista de entradas com Nome do software e Publicador (opcional) |
Políticas com área definida afetam somente os dispositivos associados àquela área. Políticas Globais se aplicam a toda a base de dispositivos — inclusive aos dispositivos que ainda não têm área atribuída, que são avaliados apenas por políticas Globais.
Como os padrões são comparados
A regra de comparação não é a mesma nos três tipos de política. Nenhuma delas diferencia maiúsculas de minúsculas.
| Tipo | Regra de comparação | Campo Publicador |
|---|---|---|
| Lista Negra | Trecho do texto: casa quando o padrão aparece em qualquer parte do nome do software | Usado como filtro adicional |
| Lista Branca | Trecho do texto: casa quando o padrão aparece em qualquer parte do nome do software | Usado como filtro adicional |
| Obrigatório | Texto idêntico: o padrão precisa ser exatamente o nome do software como ele aparece no inventário | Ignorado na comparação |
Lista Negra e Lista Branca: o padrão alcança mais do que parece
| Padrão | Casa com | Também casa com (sem intenção) |
|---|---|---|
office | Microsoft Office | LibreOffice, OfficeSuite |
team | Microsoft Teams | TeamViewer, Teamspeak |
sql | Microsoft SQL Server | SQLite, MySQL Workbench |
Nesses dois tipos, o Publicador funciona como filtro adicional pela mesma regra de trecho de texto: quando preenchido, o software só é considerado correspondente se o nome e o publicador casarem.
Escreva o nome mais completo que identifique o produto (microsoft office em vez de office) e preencha o Publicador. Padrões curtos alcançam mais software do que o esperado — em uma Lista Negra isso gera violações indevidas, e em uma Lista Branca faz o efeito oposto: permite software que você não pretendia permitir.
Obrigatório: o nome precisa ser exato
A política Obrigatório procura o nome do padrão idêntico ao do inventário. Um padrão defender não encontra o software Microsoft Defender: a conclusão é que o software obrigatório está ausente, e a violação é registrada em cada dispositivo avaliado — mesmo nos que têm o software instalado. O campo Publicador não corrige isso, porque não participa da comparação nesse tipo de política.
Antes de criar uma política Obrigatório, consulte o nome exato em Gestão de Software e copie-o para o padrão.
Antes de ativar uma política
Uma política não age só sobre o que for instalado a partir de agora: quando uma avaliação roda, ela compara a política com o estado atual de toda a base de dispositivos. Se “Criar ticket automaticamente” estiver marcado, cada violação nova abre um chamado — não há limite por execução.
Lista Branca + área Global + Criar ticket automaticamente é a configuração que produz mais volume de uma só vez, porque as três decisões se multiplicam: a lógica invertida transforma o inventário inteiro em violação, o escopo Global alcança todos os dispositivos, e o auto-ticket abre um chamado por violação.
Crie a política sem auto-ticket
Deixe Criar ticket automaticamente desmarcado na primeira versão da política. As violações continuam sendo registradas e visíveis em Violações de Compliance — o que você evita é a abertura de chamados antes de conhecer o volume.
Restrinja a área
Escolha uma Área / Departamento específica em vez de Global. Uma área menor é a forma mais confiável de dimensionar o efeito, porque limita quantos dispositivos entram na avaliação.
Avalie e confira o número
Em Violações de Compliance, clique em Reavaliar Todos e verifique quantas violações a política gerou. É esse número que se transformaria em chamados.
Ajuste os padrões
Se o volume estiver acima do esperado, refine os padrões e o publicador antes de ampliar o escopo — não depois.
Só então ligue o auto-ticket e amplie
Com o volume previsível, marque Criar ticket automaticamente e, se necessário, mude a área para Global.
Verifique antes de marcar Criar ticket automaticamente
Fluxo de Detecção
Salvar uma política não avalia nada por si só. A política fica registrada e passa a valer na próxima avaliação. Violações geradas aparecem em Violações de Compliance com o tipo e severidade configurados; se “Criar ticket automaticamente” estiver marcado, um chamado é aberto sem intervenção manual.
No Portal do Agente, uma avaliação acontece em duas situações — e as duas alcançam toda a base:
| O que dispara | Alcance |
|---|---|
| Reavaliar Todos, em Violações de Compliance | Toda a base de dispositivos, contra todas as políticas ativas |
| Marcar software como Negado em Gestão de Software | Toda a base de dispositivos, contra todas as políticas ativas |
As duas ações acima avaliam a base inteira. Não existe, no Portal do Agente, uma forma de avaliar só um dispositivo para testar uma política nova — por isso a recomendação de restringir a Área da política é o principal meio de limitar o alcance de uma avaliação.
O botão Reavaliar Todos não pede confirmação e não é uma pré-visualização: ele executa a avaliação da base inteira e abre os chamados das políticas que têm auto-ticket marcado. Antes de clicar, confirme quais políticas ativas estão com Criar ticket automaticamente.
Em Gestão de Software, marcar um software como Negado — individualmente ou em lote — dispara uma reavaliação completa da base. Isso alcança outras políticas ativas além do software que você acabou de negar, e portanto pode abrir chamados vindos delas. A lista de software negado em si não abre chamados automáticos; o efeito colateral vem das suas outras políticas.
Enquanto uma violação estiver aberta, executar a avaliação novamente não cria uma segunda violação para a mesma combinação de política, dispositivo e software — e portanto não abre um chamado duplicado. Rodar Reavaliar Todos mais de uma vez é seguro nesse aspecto.
Ciclo de vida das violações
Quando o software deixa de violar a política — porque foi desinstalado, ou porque você ajustou os padrões — as violações abertas correspondentes são resolvidas automaticamente na avaliação seguinte.
Desativar uma política suspende a detecção de novas violações, mas as violações já abertas permanecem até serem resolvidas ou suprimidas.
Suprimir ou resolver manualmente uma violação atua sobre aquele registro, não sobre a causa. Se o software continuar instalado no dispositivo, a próxima avaliação registra uma nova violação — e, com auto-ticket marcado, um novo chamado. Para silenciar de forma duradoura, ajuste os padrões ou o escopo da política.